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Consumir conscientemente é um desafio atualmente. As ofertas são inúmeras e é normal ficarmos divididos entre o conforto e a ação consciente. Ter consciência é um estado complexo e simples ao mesmo tempo. Para mim significa estar presente em tudo o que faz. Não deixar o piloto automático tomar a frente em nenhuma situação. Qualquer ação do dia a dia merece atenção e por menor que seja pode impactar você, o meio ambiente e o coletivo. A dificuldade é que nem sempre conseguimos enxergar essa conexão. Essa é a parte complexa.
Li uma matéria interessante sobre o consumo consciente que simplificou um pouco o processo e gostei tanto que divido aqui com vocês.
SÃO PAULO – Ser um consumidor consciente não significa simplesmente deixar de comprar. Mas, ao contrário, “é consumir diferente: tendo no consumo um instrumento de bem-estar e não um fim em si mesmo”, explica o coordenador sênior de conteúdo do Instituto Akatu, Estanislau Maria.

E o conceito não para por aí. “O consumo consciente também é consumir solidariamente: buscando os impactos positivos do consumo para o bem-estar da sociedade e do meio ambiente. E ainda é consumir sustentavelmente: deixando um mundo melhor para as próximas gerações”, completa.

Então, para que os consumidores possam continuar comprando, mas que façam isso da melhor forma possível, o Instituto Akatu separou 10 passos para alcançar um consumo consciente. Confira abaixo:

1 Planeje suas compras
A impulsividade é inimiga do consumo consciente. Para não ser impulsivo, faça um planejamento antecipado e, com isso, compre menos e melhor, e ainda economize na boca do caixa.

2 Avalie os impactos do seu consumo
“Leve em consideração sua saúde, seu bolso, sua qualidade de vida, o meio ambiente e a sociedade em suas escolhas”, orienta Maria.

3 Reflita sobre os seus valores
Avalie constantemente os princípios que guiam as suas escolhas e os seus hábitos de consumo.

4 Consuma apenas o necessário
Reflita sobre suas reais necessidades e procure viver com menos. “É possível manter sua qualidade de vida cortando o desperdício”, salienta o coordenador do Akatu.
5 Reutilize produtos e embalagens
Não compre outra vez aquilo que você pode consertar, transformar e reutilizar. Sabe por quê? Maria lembra: “É mais barato para você e muito mais barato para o planeta”.

6 Separe seu lixo
Ao reciclar o lixo, contribuímos para a economia de recursos naturais, a redução da degradação ambiental e a geração de empregos. “E mais”, acrescenta o coordenador do Akatu, “com isso, você diminui o lixo que vai para os aterros e evita que a prefeitura cobre mais impostos ou taxas para manter os depósitos”.
O volume de lixo orgânico no Brasil é bem alto e uma maneira de minimizar esse volume é por exemplo ter um minhocário em casa. Não ocupa muito espaço e a manutenção é mínima.

7 Conheça e valorize as práticas de responsabilidade social das empresas
Em suas escolhas de consumo, não olhe apenas o preço e a qualidade do produto. Valorize as empresas em função de sua responsabilidade para com os funcionários, a sociedade e o meio ambiente.

8 Contribua para a melhoria de produtos e serviços
“Adote uma postura ativa!”, estimula Maria. Para isso, vale encaminhar às empresas sugestões e críticas sobre seus produtos e serviços. “A inovação de produtos e gestão pode gerar bens mais sustentáveis e cada vez mais baratos”.

9 Cobre os políticos
Exija de candidatos, governantes e partidos propostas e ações que viabilizem e aprofundem a prática do consumo consciente.

10 Divulgue o consumo consciente
Seja um militante da causa: sensibilize outros consumidores e dissemine informações, valores e práticas do consumo consciente. Monte grupos para mobilizar familiares, amigos e pessoas mais próximas. “Quanto mais consumidores atentos, mais as empresas serão cuidadosas e todos ganham”, finaliza.
Fonte: UOL
http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/infomoney/2011/09/27/como-ser-um-consumidor-consciente-em-10-passos.jhtm

Lixo plástico coletado na Praia Vermelha em 100 metros de praia

Passei um fim de semana em Ubatuba e me surpreendi com duas coisas: a primeira é que algumas praias como Sete Fontes e Praia Vermelha do Sul não tinham detrito acumulado. Não se via lixo nenhum nesses locais. Por um momento pensei: Puxa Vida! As pessoas estão mais conscientes e não se joga mais lixo na areia! Foi apenas uma ilusão. Essas duas praias são menos visitadas por terem um acesso maislimitado.

Ao visitar a Praia Vermelha a decepção e frustração foram instantâneas: a maré tinha trazido lixo que em sua maioria era plástico e esse lixo se espalhava do início ao fim da praia.

Quais são as consequências:
1 – Animais que ingerem o plástico quebrado e morrem de indigestão
2 – Animais que se estrangulam com sacolas ou anéis de pacotes de latas
3 – Acúmulo de plástico no meio do oceano: vide O lixão do Pacífico que é uma ilha de plástico vagando pelo pacífico maior que o estado do Texas.
4 – Ingestão de plástico pelo homem que consome peixes e frutos do mar que por sua vez consumiram o plástico.
5 – Liberação de substâncias químicas, como o bisfenol A, que podem alterar a genética dos animais e comprometer sua reprodução.
Qual é a solução:
1 – Inclua na sua lista dos 3 Rs (reduzir, reusar e reciclar) o RECUSAR. Recuse plásticos descartáveis sempre que possível. Peça aos fabricantes de requeijão, iogurte, leite e conservas a mudança das embalagens. O vidro é uma alternativa já existente e que pode ser utilizada até que outros materiais sejam desenvolvidos em larga escala.
2 – Conscientizar a população dos impactos causados pelos plásticos descartáveis também é muito importante. É imperativo porém que essa responsabilidade não seja somente do governo. Quem produz esses plásticos deveria estar investindo pesadamente em campanhas aprovadas por entidades governamentais. O governo também tem um papel muito importante ao ter como opção incentivar a produção de materiais menos agressivos.
Outros países lidam com o problema de maneira criativa: nos Estados Unidos um casal que mora na praia, coleta a mais de dez anos o lixo produzido pelos banhistas e o transforma em arte.

One Plastic Beach from Tess Thackara on Vimeo.

A cidade de Maryland, também localizada nos Estados Unidos, está propondo uma lei que cobraria cinco centavos de imposto por embalagem descartável e sacolinha plástica. Essa medida incentivaria a diminuição do uso desses recipientes. O montante recolhido seria investido em campanhas de conscientização e melhoras no sistema fluvial do Rio Anacostia.

O litoral norte é umas das regiões mais bonitas do Brasil. Suas pequenas enseadas rodeadas por uma mata de verde estonteante surpreendem e encantam tanto os brasileiros quanto os estrangeiros. Gerenciar o lixo produzido nessa área não é tarefa fácil. São produzidas em média 306 toneladas de lixo ao dia (fora da temporada), assim distribuídas: São Sebastião (100 toneladas), Ilhabela (20 toneladas), Ubatuba (80 toneladas) e Caraguatatuba (106 toneladas), conforme dados das prefeituras. O que dá um total de 111.690 tonelada ao ano, isso porque não estamos nem considerando a alta temporada.
Conforme o coordenador da CT-SAN, Fábio Godoy, ao discutir resíduos sólidos é fundamental mudar padrões de produção de resíduos por meio da educação sobre o consumo. “O Litoral Norte sofre com a falta de espaço para destinação final de lixo e de política de gestão integrada desses resíduos. A não geração e minimização do resíduo constituem nosso primeiro objetivo em busca de alternativas tecnológicas que atendam às necessidades da região”.
Ele enfatiza que antes de discutir o melhor sistema de disposição final é preciso minimizar os rejeitos e promover separação e reciclagem de materiais, compostagem, logística reversa (restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial para reaproveitamento) e demais mecanismos inseridos na Política Nacional de Resíduos Sólidos. “Um dos desafios é resolver os problemas causados pela sazonalidade”, observa.
Em sua opinião, o envolvimento da sociedade aliado à adoção de políticas de gestão integrada de resíduos é a maneira de se discutir esta questão em uma região que possui 281.779 habitantes (IBGE-2010).
No dia 17 de junho foi realizado o Seminário de Resíduos Sólidos “Desafios da Sustentabilidade” em Caraguatatuba. O evento foi promovido pelo CBH-LN (Comitê de Bacias Hidrográficas do Litoral Norte), o programa visava discutir a problemática que afeta esta região, uma das últimas reservas preservadas da Mata Atlântica do Estado de São Paulo. É ótimo ver que a preocupação não é só com o lixo em si, mas também com o próprio consumo que é atualmente um motor gerador desenfreado.

Praia 7 Fontes - Reciclagem

No último fim de semana tive a oportunidade de passear pela região. Conheci a praia Sete Fontes, uma pequena praia que só pode ser acessada a pé ou de barco. Lá existem vários bares e fui surpreendida quando observei que o dono de um dos bares separava todo o lixo produzido para ser reciclado. É fácil separar o lixo quando se mora por exemplo em São Paulo, para mim particularmente basta andar 20 metros e colocar o material em uma grande caixa. O prédio depois faz a separação e o caminhão passa para coletar. Agora, lá em Ubatuba, em

Praia 7 Fontes - Reciclagem

uma área que não tem acesso de carro, tornando o transporte comum difícil, é fantástico ver que as pessoas da região estão preocupadas com o meio ambiente e tomam iniciativas reais a favor da preservação.

Fonte sobre o Seminário de Resíduos Sólidos “Desafios da Sustentabilidade”: Comitê de Bacias Hidrográficas do Litoral Norte

Quem não gosta de fazer compras? Hoje mesmo recebi de uma amiga uma mala de casacos novos (ela tem uma loja e como não estava em casa a mercadoria foi entregue no meu apartamento). Não aguentei de curiosidade e fui dar uma olhada. Eram lindos! Tive que ser bem racional, parar e me perguntar: preciso mesmo de um casaco novo? A tentação era grande, mas olhei para o meu armário e lá estava um casaco de 5 anos atrás que ainda me esquenta e tem boa aparência. Fechei a mala e fiquei pensando como realmente por em prática um consumo sustentável. Talvez o primeiro passo seja entender o que é.
Quando compramos somos influenciados por muitos fatores como por exemplo nossa idade, saúde, local de residência, salário, crenças religiosas e até mesmo por nossos humores.
O consumo sustentável exige que consideremos questões que vão além do individual. E não são só os impactos ecológicos, mas também direitos humanos e as dimensões políticas de sustentabilidade na produção e no processo de consumo. Esses aspectos de sustentabilidade oferecem parâmetros para reduzirmos os impactos sociais e ecológicos do que consumimos.
Em 1994 durante o Simpósio de Oslo em Consumo sustentável chegou-se a uma excelente definição do que significa um consumo sustentável:

  ”. . . . o uso de serviços e produtos relacionados que respondem às necessidades básicas e oferecem uma melhor qualidade de vida  enquanto minimizam o uso de recursos naturais e materiais tóxicos, além de também diminuir a geração de descarte e poluentes durante todo o ciclo de vida do serviço ou do produto afim de não comprometer as necessidades de gerações futuras.”
 
Fonte: Ministério do Meio Ambiente da Noruéga (1994) Oslo Roundtable on Sustainable Production and Consumption

Essa definição é considerada boa porque associa o consumo sustentável com uma produção sustentável – ao lidar com as fases de produção e descarte do ciclo de vida do produto e também com o transporte, venda e consumo de produtos e serviços. Ela também assume que o processo social de mudanças é uma via de mão dupla, onde fabricantes podem influenciar o consumo através de design de produtos e marketing para os consumidores, que por sua vez, influencia os fabricantes através da escolha de suas compras.
O consumo sustentável integra práticas sociais, econômicas e políticas que demandam o envolvimento do indivíduo, comunidade, empresas e governo. Ou seja, somos todos responsáveis.
Agora o que fazer no dia a dia? Como definir o que comprar? Seguem abaixo algumas perguntas e considerações que podem ajudar no processo de escolha de um produto:
- Necessidade: Será que eu realmente preciso desse produto? Já tenho em casa? Funciona?
- Produção: Como é feito? Tem substâncias químicas? O material vem de fontes renováveis?
- De onde vem? (Na questão do consumo de energia e geração de poluição no transporte, é sempre melhor dar preferência para produtos regionais e nacionais).
- Utilização: qual o tempo de vida do produto? Tudo o que é descartável é muito prático, mas geralmente o tempo de vida é muito curto e o tempo de degradação muito longo (o plástico nesse sentido é um dos vilões. Não eu não esqueci a reciclagem, mas no momento atual ela não dá conta de tudo o que é produzido, quanto esse dia chegar, altero meu ponto de vista). É sempre melhor dar preferência para artigos que possam ser reutilizados, estendendo assim o tempo de vida.
- Descarte: para onde vai? É reutilizável? reciclável? É biodegradável?
Os 3 Rs são famosos, mas o primeiro é o mais importante: REDUZIR. O consumo atual está fora de controle e nesse ritmo não sobrará nada para as gerações futuras. Podemos viver mais com menos? Com certeza.

O consumo exagerado hoje em dia é fato. Somos expostos diariamente a inúmeras táticas para continuarmos a consumir mesmo sem precisar. Nosso vício de consumir talvez não mude tão rapidamente quanto o planeta precisaria, no entanto, podemos sim mudar como consumimos e escolher melhor o que compramos. Existem dois materiais muito utilizados na indústria alimentícia, o vidro e o plástico. Um é repleto de químicos que são liberados no meio ambiente provocando alterações que ainda não temos completa compreensão. Ele também é ingerido por animais e peixes. Os resultados são catastróficos. O outro é feito de elementos naturais que ao se degradarem não prejudicam o meio ambiente.  
Celine Cousteau, neta de Jacques Cousteau é uma ativista que através de documentários consegue humanizar assuntos ambientais. Ela lançou um vídeo no youtube sobre o vidro e o mar. Além de interessante e visualmente muito agradável, o vídeo passa a mensagem: Na hora de escolher o próximo produto a ser comprado, pense no material utilizado em sua fabricação. PREFIRA VIDRO.
http://youtu.be/m-_2UK8Eryo

Tradução livre do vídeo:
Céline Cousteau sabe que o vidro ama o mar.
Meu nome é Celine Cousteau e sou uma cineasta que produz documentários. Sou uma ambientalista. O trabalho com a conservação dos oceanos em minha família teve início com meu avô Jacques Cousteau. Ele começou a fazer documentários na década de 50. Eu mergulhei pela primeira vez aos oito anos. E ao ficar adulta integrei esse mundo na minha realidade profissional e me tornei uma voz para o meio ambiente, para os oceanos e para as pessoas que dependem dele para sobreviver. O mais importante para mim é que todos entendam que não importa onde você esteja ou o que você faça, você sempre estará ligado de alguma maneira aos oceanos e que tudo o que fazemos tem um impacto. Infelizmente, como geramos muita poluição, muito plástico e outros tipos de lixo acabam nos oceanos e ao comparar as embalagens de vidro e de plástico, a conclusão é que o vidro é um material mais limpo, mais saudável e também mais bonito. Como é feito de elementos naturais, o vidro não contamina o meio ambiente com químicos. O vidro também pode ser reciclado infinitamente.
Se você está realmente pensando na sua saúde e no meio ambiente, o vidro é a melhor escolha. O vidro é bom para os oceanos. O vidro é feito com areia. O vidro é natural. Vidro é vida.

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