Nos Estados Unidos
29 quilos em embalagens de plástico é a média por pessoa do que vai para os aterros. O plástico corresponde a 16% do material sólido descartado nos Estados Unidos e a 70% do lixo encontrado em praias e oceanos. No ano de 2007, só 6,8% do plástico descartado foi reciclado.
No mundo
300 milhões de toneladas é a produção estimada de plástico para o ano de 2010, de acordo com um relatório publicado pela Royal Society (Inglaterra)
Fonte: Discover Magazine – http://discovermagazine.com/2009/oct/21-numbers-plastics-manufacturing-recycling-death-landfill
Lixo em São Paulo
17 mil toneladas por dia, só 7% é reciclado. Mais de um terço (35%) da coleta seletiva termina em aterros sanitários comuns
Fonte: Folha de São Paulo http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u685209.shtml
Plástico e Saúde
A ameaça dos plásticos – riscos à saúde e ao ambiente
Rolf Halden, professor da Escola de Engenharia Sustentável da Universidade de Arizona (School of Sustainable Engineering at Arizona State University) e Diretor de biotecnologia ambiental do Instituto de Biodesign (Environmental Biotechnology at the Biodesign Institute) analisou pesquisas científicas sobre como o plástico afeta humanos através de doenças relacionadas ao seu consumo e também o meio ambiente. O resultado surpreendente de sua pesquisa sera publicada na Annual Review of Public Health. De acordo com Halden, nos Estados Unidos uma pessoa gera em média ½ quilo de descarte plástico por dia. “Estamos destinados a viver com a poluição do plástico de ontem e estamos exacerbando a situação a cada dia”, afirmou.
Halden explica que o plástico oferece benefícios para a sociedade, mas seu uso indiscriminado nos levou a uma condição insustentável. “Hoje em dia existe um desequilíbrio enorme entre a vida útil de um produto que consumimos e sua persistência no ambiente. Alguns exemplos: garrafa de água mineral, fio dental com teflon e cotonetes feitos com PVC. Todos são utilizados por alguns minutos apenas e, no entanto, não são biodegradáveis e persistirão no ambiente por até milhões de anos.”
Fonte: Perils of plastics: Risks to human health and the environment – Universidade de Arizona – 19/03/2010 – http://www.eurekalert.org/pub_releases/2010-03/asu-pop031910.php
Sobre o bisfenol-A e os riscos à saúde- O bisfenol-A (BPA) é um elemento chave na fabricação de policarbonato e resinas epóxi. Aproximadamente 3 milhões de toneladas são produzidas no mundo por ano. Muitos plásticos que estão presentes no nosso cotidiano, como equipamentos médicos, mamadeiras e embalagens são feitos com policarbonato. A resina epóxi é utilizada como verniz interior de latas de alimentos e bebidas e também como selador de encanamentos. O BPA entra em nossos corpos pelo contato do alimento com embalagens plásticas.
Os efeitos do bisfenol-A parecem ser mais negativos em fetos, recém-nascidos e bebês. O bisfenol é um disruptor hormonal que age como um hormônio produzido pelo próprio corpo e está presente em produtos no mercado há mais de 120 anos. Apesar de sua longa utilização ter sido acompanhada de depoimentos, vindos da indústria que o produz, assegurando que os níveis presentes não são prejudiciais à saúde, nos últimos vinte anos estudos demonstraram que o bisfenol não só é um composto onipresente nos seres humanos – alcança 93% da população, mas também é uma potente toxina mesmo em doses muito baixas.
Estudos associaram o bisfenol a uma maior incidência de problemas cardíacos, diabetes, anormalidades no fígado em adultos e também problemas cerebrais e no desenvolvimento hormonal em crianças e recém- nascidos. Alguns estudos também associaram o bisfenol ao aumento do crescimento de células cancerígenas nas glândulas mamárias, diminuição de esperma e outros problemas sexuais em homens.
No mundo - A substância já foi proibida em vários países. Só nos mês de março, o BPA foi vetado na França, na Dinamarca e na Costa Rica. Os Estados Unidos estão revendo as regras de utilização de plástico em embalagens de alimentos. Diversos estados como Connecticut, Washington, Minnesota, Wisconsin e também as cidades de Chicago e Rockford já vetaram a substancia. Na Comunidade Europeia o uso do químico também está sendo reavaliado. No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) considera seguro o consumo de 0,6 mg de bisfenol por quilo de material plástico.
Ftlatos
De acordo com o estudo de pesquisadores da University of Rochester, alguns tipos de compostos químicos conhecidos como ftalatos interferem no desenvolvimento do cérebro, bloqueando a ação do hormônio masculino testosterona nos bebês. Os ftalatos são encontrados em embalagens para alimentos, certos tipos de pisos e cortinas plásticas, colas, corantes e artigos têxteis, entre outros itens. Há vários tipos dessa substância e alguns simulam o efeito do hormônio feminino estrogênio.
Fonte: O Estado de S. Paulo – 16/11/2009 – http://www.estadao.com.br/noticias/geral,componente-quimico-de-plasticos-afemina-meninos-diz-estudo,467426,0.htm
Plástico nos oceanos:
1 – O grande lixão do pacífico
Oceano Pacífico está se transformando em lixão a céu aberto. Pesquisadores mostram que animais têm se alimentado de plástico. Correntes marítimas levam lixo da costa para o mar aberto. No maior oceano do planeta, uma sopa intragável, mistura de plástico, plâncton, lixo e alimento bóia a 1,6 mil quilômetros da costa entre a Califórnia e o Havaí. Não se sabe exatamente seu tamanho, mas estimativas indicam que o lixão marítimo do Oceano Pacífico teria área maior que a soma dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Goiás.
Fontes: http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1003163-5602,00.html
You tube: http://www.youtube.com/watch?v=NDAeRR3J-BQ – globo – Fantástico
http://www.youtube.com/watch?v=en4XzfR0FE8&feature=related – Charles Moore – The Great Pacific Garbage Patch
2 – O novo lixão do oceano – agora no Atlântico
Pesquisadores de Porto Rico alertam sobre novo lixão nos mares: uma concentração enorme de fragmentos de plásticos que se estende por uma área grande do Oceano Atlântico. ”Nosso objetivo é avisar as pessoas que a poluição nos oceanos é um problema global e que infelizmente não está confinado a uma só área, diz a pesquisadora Cummins.”
3 – Documentário Tapped – sobre a indústria da água mineral (garrafas de plástico)
29 bilhões de garrafas de água descartáveis são compradas por ano nos Estados Unidos.
As pessoas pensam que estão ingerindo um produto saudável ao beber água mineral engarrafada. Não estão acostumados a pensar, por exemplo, que são usados cerca de 18 milhões de barris de petróleo para transportar a água engarrafada. E o número cresce a cada ano. As 10 marcas de água testadas contêm material radioativo, arsênio e solventes industriais, químicos que vazam da embalagem.
Link: http://www.youtube.com/watch?v=72MCumz5lq4
4 – O plástico no mundo – CNN
http://edition.cnn.com/2010/TECH/03/09/plastic.recycling.advocate/index.html e The Story of stuff – http://www.storyofstuff.com/




